José Genoino, ex-presidente do PT
“A aplicação da pena é apenas a decorrência maior da injustiça
já antes perpetrada. Sua condenação contraria toda a prova dos autos”,
disse nesta segunda-feira, em nota, Luis Fernando Pacheco, advogado do
ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, após a definição pelo
STF da pena de 6 anos e 11 meses pela condenação no caso do mensalão.
“Resignação, de parte do acusado, nunca! Paciência e submissão às ordens
emanadas da mais elevada Corte, sob o regime do Estado de Direito,
sim”, afirma a nota. Ao chegar em casa, na zona oeste de São Paulo,
Genoino não quis comentar a decisão. “Fale com meu advogado”, disse.
Genoino foi condenado por formação de quadrilha e corrupção ativa. O
ex-presidente petista deverá cumprir a pena em regime semiaberto,
podendo trabalhar fora da prisão, mas tendo de dormir na cadeia. Segundo
a nota, Genoino “reitera o respeito ao Supremo Tribunal Federal”.
Porém, “irresignado, o acusado viverá até o fim de seus dias. E isso
quer dizer que continuará batalhando junto ao Supremo a causa de sua
inocência”. Segundo o advogado, uma condenação “sem o mínimo indício de
prova merece reparação seja quando for, onde for e de quem for”. Para
Pacheco, o petista é “homem de guerrilha, prisão e tortura” e “não se
impressiona” com a condenação, “Antes, encara e de peito aberto e cabeça
erguida.”
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